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26.3.09

[Descendo a ripa... na pele da carne mal passada]

O problema de quem
não quer acordar pra vida
é de quem não têm cinzas

nos lábios em pleno verão
e no frio dos olhos...
não salta nenhum vermelho

ou roxo;

próprio das pessoas
que não sorriem
com os círculos

nos rabos dos cachorros
na estrada,
são galhos secos
chutados ao vento
infelizmente
nascidos bem longe...
dos lençóis dos rios,

pensam que identificam
mutantes-marginais
e as novas filhas de Clarice
porém
são in-ca-pa-zes de perceber:
o que é ou não de Pessoa,
um falso Drummond
ou um simples tocador de sax
fajuto...


Verissimo,
insistentes,

afirmam que leem (?)

Rosangela Aliberti

Um comentário:

Larissa Marques disse...

sê bem vinda!
belo poema!