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9.9.09

Centelha



Nesse homem, menestrel e cancioneiro,
uma gleba de estro e verso armazenado.
Tem no olho a flecha e o arco mais certeiro
e um abraço passioneiro e apaixonado.

Há ness’alma à que Bilac inspira a escrita
a flor cálida, a doçura - mel de abelha.
E, no brilho dessa aura, a mais bonita
e ofuscante claridade, uma centelha...

Batizado n’água e sal do mar bravio,
Iemanjá chegou-se à praia pra o benzer.
Sua origem, o nordeste do Brasil,
seu destino, o mais fundo do meu Ser.

Magmah

4 comentários:

Blá Blá disse...

coisa linda! Henrique(PH),nordestino tbm, costumava me inspirar assim, até que tudo virou inferno.
Deus te guarde!

Jessiely Soares disse...

UAU! Nordeste é o que há!
:D

AMEI!

Rudá disse...

Quando se gosta de alguém, guarda-se, um pedaço da alma, os versos...

Beijo carinhoso, menina de tanto talento!

Rudá

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Reconheço-me no teu verso

De tempos em tempos eu passo,
Leio-te e renovo a paixão,
Perco-me no lapso de espaço
Que existe entre o sonho e a razão.

No vento as palavras ressoam,
Bramindo uma triste canção
E os meus pensamentos povoam,
Aflorando-me a inspiração.

Teu poema é destro e absterso,
Rasgo de emoção e um pulsar.
Reconheço-me no teu verso
E nele me deixo viajar...

Sara Magmah

Larissa Marques disse...

impecável!