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18.11.09

uma fábula contemporânea

- eu não vim aqui fazer poesia...

- não? veio fazer o quê então?

- dizer que te amo desde aquele dia...

- não fantasia...

- achei que você também me queria.

- queria, mas achei que era minha ilusão...

- comprei por impulso minha passagem de avião.

- eu matei o amor que sentia, te achava tão fria...

- ... eu te acho um tesão.

- eu não percebia...

- me olha nos olhos, me dá sua mão.

- na frente dessas pessoas, não.

- navega no meu corpo, mata a minha solidão...

- já disse que não.

- eu penso em você todo dia, todo dia...

- por que não me disse, antes de eu mergulhar em outra paixão?

- não posso mentir que não te amo.

- não posso fingir que eu te quero.

- te espero.

- talvez quando você se for, eu busque teus olhos na multidão...

- te espero.

- talvez teu amor nunca fique velho...

- talvez eu te faça uma canção...

- pode ser que eu nunca comente...

- e eu fique me iludindo que você nunca recebeu.

- quem sabe eu faça um filme.

- pode ser que eu vire pétala...

- quem sabe eu viro lenda...

- pode ser que eu vire lágrima.
.
- quem sabe você nunca mais volte.
.
-pode ser que você nunca note.
.
- só estou sendo sincero.

- só queria ser amada.

- esse papo me deixou sóbrio.

- pode ser que eu nunca volte...

- pode ser que eu nem note.
.
- nesse caso eu viro lágrima.
.
-ou quem sabe vire a página...
.
(se perderam entre um check in e um black out. não se sabe ao certo se são felizes... mas sem dúvida, são para sempre...)
.
(sheyladecastilhoº


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4 comentários:

aluisio martins disse...

Isso é música das boas e para dueto - "danem-se os astros!".
Linda

FláPerez (BláBlá) disse...

putaquepariu! essa doeu!
mtuito boa. me identifiquei.

Clauky Boom disse...

ping pong sentimental

adorei! sou fã, todo dia todo dia... sempre!

Isa Blue disse...

Isso parece muito "pleasure couple", vai virar performance?