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25.5.09

Apelo ao deus Chronos




Ah, tempo, tu consomes meus ensejos,
Somente fazes deles o desvelo
Teórico, calado por meus pejos,
E acalmas-me o espírito ao não crê-lo.

Então dá-me o arrimo e o consolo
Na cura pra melancolia vã,
Pro ter saudade, sentimento tolo,
Que é febre inulta, estéril e tão malsã!

Desdém pra crença na felicidade,
Ignoto desespero em agonia,
De um’alma torturada e assim vencida.

Abstém-me da absurda hilaridade,
Do escárnio e da ridícula ironia
De eu reputar-me morta em plena vida.

Magmah

3 comentários:

clique embaixo disse...

OI Verinha,
Passa lá no meu blog
http://www.andarilhasuasombra.blogspot.com

Serenissima disse...

Nálu Nogueira,

A Voz da Poesia se sentiria honrada em ter as suas poesias publicadas no site...
www.avozdapoesia.com.br

Fica o convite!

Resposta para: serenissima@gamabrasil.com

Abraço.

Ps.
aceita... aceita... aceita... ;-)

André disse...

O seu soneto contém o essencial em um soneto: a musicalidade e o drama. O resto é ornamento. Parabéns, escreva sempre. Mesmo que o deus grego não tenha ouvidos ao seu apelo.

Saudações poéticas.