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8.7.09

Paixão, a patologia do amor.



Quem nunca se viu enredado nas teias da PAIXÃO, esse sentimento intenso e contraditório, capaz de nos fazer parecermos completos idiotas e de nos levar a cometermos verdadeiras insanidades em seu nome, afetando nossa saúde mental?

É uma emoção de ampliação quase patológica do amor, um sentimento doloroso e doentio, porque o indivíduo perde sua identidade e seu poder de raciocínio, criando uma necessidade inexplicável e até mesmo de posse irracional. É como um vício que debilita a mente de forma a focá-la somente na pessoa a que se direciona. É capaz de fazer-nos idealizá-la e criar expectativas aquém da sensatez, passando a mesmo a ocupar um lugar de suprema importância no nosso consciente. É como se nos injetassem um veneno sedativo e ilusório, que transforma o simples e corriqueiro na obra mais perfeita da Criação.

É algo mais passageiro do que o amor, uma patologia deste, porém o que dele a aproxima, na sua beleza mais singela, é o fato de que ela também ultrapassa barreiras sociais, de formação, idade, distância e gênero.

Estudos de psicologia dos sentimentos indicam que esse estado emocional raramente ultrapassa os três anos. Claro que isso é muito relativo, não é mesmo? Enfim, eis a dúvida que me consome: pode-se amar e estar apaixonado ao mesmo tempo? Pode-se amar alguém e estar apaixonado por outro alguém, também concomitantemente? Sei lá, deixemos isso para os estudiosos e especialistas do comportamento humano e dessa mente confusa de animais que se dizem racionais, mas que não se comportam como tal quando presas da paixão.

Magmah

Com referência ao texto de “Sílvia Lisboa - A química da Paixão”, Jornal Zero Hora, Porto Alegre, RS, Brasil.

3 comentários:

Larissa Marques disse...

Sara é Sara!
Eu sou patológica e doente, não diria de amor, mas sou!

Maria Júlia Pontes disse...

Adorei Sara.
Eu sou uma apaixonada patológica compulsiva, ahahahah
bjos

Blá Blá disse...

não atiro a primeira pedra de jeito maneira...
" e aí eu comecei a cometer loucuras..."
afff