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29.7.09

tenho um novo amor


sempre gostei de inventar amores, talvez pra fugir da realidade de algumas dores.
não que as negue. apenas as deixo esquecidas num canto pra brincar de estar feliz.
algumas vezes finjo brincar de era uma vez, só pra omitir pra mim mesma o que realmente é, como se com isso eu pudesse impedir um amor de crescer.
só para não vê-lo morrer.
meu coração não sobrevive às dunas e desertos, por isso, o encho de amores e flores e de cheiros cítricos e também de riachos doces e limpos.
meu novo amor inventado me acorda ao meio dia com hálito de poesia,me beija a boca com sabor de maresia, vai pra boemia só depois que adormeço, mas retorna todo dia, todo dia, todo dia...
me prepara um café, me faz um cafuné e depois que me ama diz que eu sou a melhor mulher.
só o que me atormenta, é que as vezes acho que ele também me inventa quando diz que eu sou seu veneno, seu vício e sua cura...

tem dias que sinto medo, quando a minha lucidez desvenda a própria loucura.

(sheyladecastilhoº

2 comentários:

Larissa Marques disse...

agrada-me as prosas sem caixa alta, muito bom!

Lia disse...

Prá mim é Poesia...e que Poesia!!!
Delicada, platônica, mellancólica talvez- um pouco...
Linda, certamente.
Adorei.

Beijo