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26.10.09

Poesia demente







Minha poesia
é uma louca incendiária,

discípula de Nero
e Calígula, o insano,

mostra-se totalmente desnecessária
e embala a melodia do profano,

fode-se na folia
do seu imaginário,

em doçura, ardor e arrelia,
constante calvário,

corre quente o grafite
e o verbete na veia,

e num ricochete com o seu
serpenteia,

é transfusão, propagação
de um eu que me enleia.


Maria Júlia Pontes

2 comentários:

FláPerez (BláBlá) disse...

incendiária! gostei! adoro esse assunto!

Larissa Marques disse...

Maju é Maju, estado de espírito, filha de Exu!