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2.11.09

Sonhos mofados




Os meus sonhos
Mofaram na cesta
Do café de amanhã,

Minha boca calou-se
E o sorriso esvaneceu
Hoje, após o jantar,

O olhar sem lume
Vaga,

A doçura que ainda restava
Paga,

Não há precipício
Ou lugar propício
Para as mágoas,

Talvez se afoguem
No rio Tietê,

Eu, Marginal
Dos meus
Sonhos

Sangrarei com
Três cortes
De cada lado
Para que seus
Desejos
Fluam.



Imagm: google

2 comentários:

Larissa Marques disse...

gostei muito, Maju!

FláPerez (BláBlá) disse...

Maju, quando começou já sabia q era teu.
Vc fala como ninguém de Sampa! Fosse eu fotógrafa, pintora, faria parceria num livro sobre Sampa, imagem e poema.