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3.11.09

Fuga (para Wassily Kandinsky)


(Fuga, de Kandidinsky)


resvala na sequência
dos sons que embatem
à imagens verbais
prestes a se calar
diante da sodomia
que recolhe a venta
e respira para morrer

entrega-se ao bugre
ao cheiro de terra
entranhas ancestrais
evocadas pela vilania
que travam-se abstratas
em seu olho absurdo
que irrompe a linha
de colisão.

2 comentários:

Larissa Marques disse...

grata a todos que participam aciduamente desse blog!

Larissa Marques disse...

"acidamente" ou "assiduamente", mas deixa a "mesclalina" aí!
kkkkkkkkk