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7.4.10

Nem morta!



Se o destrato desse modo impiedoso
(na frente de todos)
é para que fique óbvio e não haja dúvida
do quanto o odeio e dele tenho nojo.

Há quem o queira, é claro:
ele não é assim tão feio.

Mas minha repulsa é tanta, que eu me molho
toda
imaginando a língua deslavada
e suja
abrindo-me as pernas
e a boca à força,
depois de andar por entre outras garotas.

Então eu sofro da abastança insossa,
de esquece-lo rápido e em vários copos,
farto-me dele em outros tantos colos,
(ele afinal não é nenhum Apolo!).

Só não admito, nem a mim confesso,
o gozo intenso que me atravessa
- e o nomeia -
em noite insone de lua nova e cheia,
um pouco antes que eu adormeça.

6 comentários:

Larissa Marques disse...

muito sensual, bem construído enfim, ótimo!

Ana Marques disse...

Flá,

eu já havia escrito o quanto gostei desse poema.

É bonito, intenso, sensual e TÃO verdadeiro.

Nos vemos tantas vezes nessa situação de negar quem queremos e querer quem está fora do nosso alcance.

Enfim... seria bom se triste não fosse. Seria engraçado se não houvesse algo de trágico em negar o que se quer exatamente por querer tanto...

Beijocas.

Magmah disse...

arrasou, Flá! com chave de ouro!!!

Flá Perez (BláBlá) disse...

obrigada meninas!

bjbjbjbjbj



ps: Ana, gostei de ter vc entre meus amigos.
bjbj

she disse...

incrível... forte!

beijos!

sheyla

Flá Perez (BláBlá) disse...

bjbj She!