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5.5.10

Clamor de Guerrilha

Ordinária, marche!

Não suporto mais essa história
de crescei, multiplicai,
toda essa joça de procriar ao próximo
como a ti mesmo,
amar aos seus sobre todos os sonhos.

E eu?

Não me prive, por esses meros detalhes
da dor momentãnea
de ter você por uns tempos.

Meu caro, eu nem tenho medo
do calendário Maia,
mas finjo um fim próximo, inexorável

(que palavra cheia de empáfia)
que é pra ter desculpa
pelo comportamento impróprio,
que é pra ter um álibi,
testemunha imparcial, canalha:

"não estava em casa
quando o destempero
veio à baila".

Se tudo não virar nada,
perdoa,
mas ninguém sai incólume.

É que a urgência da vida
que logo finda
acredita em lendas
e não premedita as coisas:

Tsunamis em geral são contra
a moral e os bons costumes.

Ps; Viva o "que se foda"
e vem!

2 comentários:

Larissa Marques disse...

nusssa! tsunami!
adoro sua verve, moça!

Flá Perez (BláBlá) disse...

rsrsrsrsrsrs


bjbjbj