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17.5.10

Saudade?


Saudade: estranha existência.

[grito em sã consciência]

Não a sinto direito, não a conheço. Este ar viciado de origem deturpada define para mim: saudade é querer a presença. Mas que forte querer que se perde em sentidos sem fim? Dores inimagináveis que não posso alcançar. Vivo liberta em meu ceticismo, sou tua negação e com isso convivo.

[que dizer diante desta sombra?]

Saudade... Saudade, para quê? De quem vive em mim, para que sentiria esta falta? De quem convive em mim, como viveria a ausência? De quem desperta sede em mim para quê eu buscaria um sentido - em dor! - se o significado basta existir?

[não compreendo. quase me abstenho]

O dicionário se impõe neste momento. Mas não concilio a cobrança da sentimentalidade discordante repudiada de meus dias. Reviro-me em noites insones que percebo ao ser "eu" quase uma heresia. Vivencio os olhos, o rosto que amo, a fronte e os cabelos e ainda não entendo porque sofreria. Se é dor não faz acordo comigo, porque no interno em que eu vivo só existem verdades que os incautos não podem ver.

[não. decido e finalizo]

Saudade não. Tua incoerência é parte das tolas visões dos que exercitam viver em dor. E é a presença deste amor - inteira, constante e isenta - que em minha defesa não me permite sofrer.

Ana Marques

4 comentários:

Mågø Mër£Îm disse...

Eu queria saber me defender e assim não me permitir sofrer ... mas num sei =(

Flá Perez (BláBlá) disse...

mto bonito, Ana!
bjbjbj

Menina Misteriosa disse...

Ana,
Que delícia essa sintonia!
Te ler me trouxe tanta paz...

Lindo!

Um beijo

Ana Marques disse...

Mago Merlin,
Não é defesa, é a integração. Doer para quê se o sentimento é belo e está interno em nós? Se é a sua existência que torna mais doce nossos dias e dá uma nova brisa que anima e alvoroça os dias?
:)
Perspectiva, meu amigo. Só questão de perspectiva.

Flá,
Adoro o que tu escreves. Sabes disso, não é? Se gostas das minhas linhas, mais feliz eu fico. :) Elogio duplo.

Menina,
Existes.
E estamos sintonizadas. :)
Adoro-te, tá?