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6.8.09

Heterogênea

(Imagem Ben Grossens)

de limpo
meu passado
não tem nada.

que importa,
se junto com a esquina
também eu dobrei?

se amanheci menor,
e piorei a olhos vistos
sob meus próprios
sentidos?

que diferença faz
vezes tantas
que cuspi
no prato em que comi?

se nem sei o nome
de quem me comeu?

importo eu

que não me misturo
aos iguais

o melhor de mim
se dá entre os diferentes...


Agatha R.

5 comentários:

Larissa Marques disse...

é um desbunde essa poeta!
gosto!

Fred Matos disse...

"se nem sei o nome
de quem me comeu?"


Nisto uma grande vantagem sobre quem sabe.

É um ótimo poema.

Anônimo disse...

Justo na diferença, o texto está ótimo!

Jessiely Soares disse...

:D Gosto sim!

Ruy disse...

Forte e bem concluído.