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23.9.09

Delirio esquisitos-somático viru...l e n t o - Flá Perez

Uma parasita

tão fria quanto a pedra em que se entranha,
sacia-se no gado parvo,
inalterável e exíguo.

Mas eu, mamífera,
doce-fera,
perco energia em forma de calor

me refazer, quem dera!,
não consigo

e quanto mais esqueço
de ser como ela
(sugar sem dar de verdade em troca)
mais degrado minhas forças

vou ao chão.

Depois que me for, lembre-se:
adapte-se,
as pestes, lombrigas e baratas

nunca entram em extinção.

11 comentários:

Larissa Marques disse...

poema-parasita. bom!

Maria Júlia Pontes disse...

"e quanto mais esqueço
de ser como ela
(sugar sem dar de verdade em troca)
mais degrado minhas forças

vou ao chão."


adorei, essa parte me identifiquei muiiiiito
ahah

FláPerez (BláBlá) disse...

temos corpo quente, ne´?
rsrsrsrsrsrsrs

Cesar Veneziani disse...

Poema bom, peste!!!

FláPerez (BláBlá) disse...

hahahahahaahahahahahahahahahahahahaha!

Iriene Borges disse...

Sabe que recebi seu livro há pouco e estou me deliciando com poemas fantásticos como esse. Ainda bem que nunca me sacio...

Ruy disse...

Ninguém pode dizer que a Flá não faz poesia barata.

FláPerez (BláBlá) disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!

FláPerez (BláBlá) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Sisdelli disse...

esse é caliente, gosto.

Moniquinha disse...

Vou comprar um inseticida pra ver se aprendo a fazer poesia barata. Assim, desse jeito... só matando, pra não morrer de inveja. rsrsrs

Flá, devorei teu livro numa abocanhada só. Bão demais.

beijos!!