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11.11.09

amor de rapina

sinto os pés no chão, mas me instiga o espírito do voo.... me atrai o olhar da águia e a leveza de ser sustentada, pela força do invisível vento.
às vezes me sinto quase lá... mas é preciso mais que o vento. é preciso coragem.
coragem para optar entre envelhecer na beira do abismo ou planar entre constelações e nebulosas e também rumo ao infinito que se faz entre o mar e o sol, mas sempre em direção a um universo desconhecido, com enormes asas douradas e tão suspensa quanto surpresa pelo que se abre aos olhos, sobre o mistério do céu.
entre cores e flores desabrocham amores selvagens e sensíveis, entre serpentes e orquídeas observadas por elfos e ninfas. Fauna e flora em festa, refletida na minha retina águia, que se espalha no espelho das águas.
voo solamente solo, e no solo nada de seca, sinto o cheiro umidecido e verde da floresta fresca e seus talos tenros.
e ave de rapina, avisto um homem. o único. me atraio. sobrevoo, rodeio. ataco. direto no coração.
(...)
talvez fosse ele, quem soubesse me amar... e incondicionalmente fosse a sua única condição, pra toda e qualquer forma rendinção.


(eu não matei o amor?)
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(sheyladecastilhoº
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Um comentário:

Larissa Marques disse...

não há como matar o amor!
belo!