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8.5.10

Do que você não vê





É fato que não há noite
Em que me permito adormecer.
Tu não me entendes e me
“Entope” de ansiolítico...
Triste de ti que não entende
O que vejo, e te ensurdeces 
Quando digo-te que a graça da
Minha  existência está em 
Procurar vozes na noite;
De uma noite que leva os
Olhares arrastados para o
Fundo do mar, que lambe
O magma da  terra que sangra,
Uma noite cujo vapor dourado,
Morno do sol, se apaixona
Pela ausência de luz cálida
Que torna prenhe de vida
O ventre da minha existência...



Patrícia Di Carlo
Imagem: retirada do Google Search - Desconheço a autoria

Um comentário:

Moska de Bar disse...

Fertilidade nas palavras e nas sensações, Patrícia. Beijos.