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21.10.09

silêncio



minha poesia, também é feita de silêncios

surge de amores que invento

e dos pavores que eu não sustento...

minha poesia se derrama no centro da cama

e ilude que é toda ela, pro (ultra)passado que se engana

e molha a ponta das minhas asas

minha poesia não tem casa

arde e queima feito brasa

tem cheiro de maresia

olheiras de boemia

e no breu da noite fria

é minha poesia quem me guia.

minha poesia é minha mentira verdadeira

e é também, a minha maldade derradeira

é pra quem me segue e me odeia

mas que invade, bate e fica

em quem debocha e me critica

mas minha poesia já morreu

pra você que me perdeu

e eu sei que nunca me esqueceu.

minha poesia hoje é feita de silêncio,

pois não abro minha boca pra falar palavras loucas

e depois de tanto grito, essa noite eu não insisto

em dedicar o nenhum poema, pra essa coisa que foi pouca.

apenas me calo de braços abertos, esperando o forte e certo

que me espera no caminho

com verdade e corpo/ninho...


(sheyladecastilhoº



foto: (sheyladecastilhoº - fotografada por ana paula bandeira

4 comentários:

Silvia Varela disse...

Que lindo!!!!!! Aliás, tudo o que vc escreve é de uma beleza infinita.

Larissa Marques disse...

Não decepciona, é sempre uma boa leitura!

Magmah disse...

estará entre meus guardados... e eu sou bem fresca, ein! parabéns!

Maria Júlia Pontes disse...

Sua poesia ficou maravilhosa Sheyla.
Bjos