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31.7.09

Manual da romântica

Olá leitora, ainda na linha do romantismo aconselho: se você é uma mulher prática que sabe que é melhor um burro que te carregue do que um cavalo que te derrube e que amor não põe comida na mesa, pois é, go to the next!

E você que ainda é romântica, ou que pretende tornar-se uma, hoje pretendo falar dos métodos mais usados pelas românticas para continuarem românticas, o que não significa que não há trastes por aí que não irão iludi-las.

Lição um: Bem, os homens são todos diferentes entre si, não é porque não deu certo com um que será o esmo com os outros. Às vezes eles cometem o mesmo erro, não vou dizer que é raro, mas isso só significa que aqueles dois cometeram o mesmo erro, e não que todos os homens cometem esse erro.

Lição dois: Em geral, os homens raramente sabem o que você quer. Eles não percebem que quando você fala que adoraria sair com ele para tal lugar significa que você o está convidando a ser convidada para ir nesse lugar. Eles também raramente entendem toda a sua passionalidade, acham que você exagera chamando o idiota que largou sua amiga quando o chama de filho-da-puta.

Lição três: Homens são uma classe, em geral são piores que advogados. Sabe aquela história do advogadao que falou mal do colega, e quando você concorda ele acha um absurdo você falar aquilo de um colega? Multiplique por dez e esses são os homens. Há exceções. Mas voltando ao assunto, se quer saber a opinião de um deles pergunte ao amigo dele.

Lição quatro: Românticas são sonhadoras em potencial, ele diz que te ama e você escuta “para toda e eterna vida” junto. Não vou dizer para você tapar seus ouvidos, leitora, ou esse seria o manual de como ser uma mulher prática, o que não é o caso. Mas enfim, faça para que aconteça. Em vez de o interrogar onde esteve e com quem, tente, perguntar como foi e demonstrar saudades e preocupação do jeito que eles entendem, porque daquele jeito eles escutam “blá blá blá você não liga para mim bá blá blá” e ainda acham você controladora porque pensou que pudesse ter acontecido um acidente com o carro ou um assalto e por isso ele não te ligou avisando que ia atrasar.

Lição cinco: Homens em geral não querem que você mude, leitora, a questão é que eles acham que você muda quando eless te conhecem nos seus piores dias. Ter orgulho é ótimo, e ter ele é melhor ainda. Se tiver que optar por um dos dois veja o que te faz feliz. Se ele te traiu, você tem certeza que quer passar seus dias e compartilhar seus sonhos com alguém em quem não pode confiar porque se sua mãe for bonita é capaz do cafajeste comer ela na sua cama ainda?

Essas são as principais, leitora. Até a próxima com muito mais romantismo.
TRANSFORMANDO O LIXO CULTURAL

[Exposto no Museu de Arte de Israel.]

Sabe aquele domingo de folga em que você está louco para descansar, deitar no sofá e ligar a televisão? Pois é... Às vezes, ele acaba se tornando um tédio, você fica tentando procurar algo para assistir e não acha. Desforra toda sua raiva no controle remoto e atira-o contra parede. Fica sem entretenimento, porque não passou na locadora para pegar aquele último lançamento de DVD. A única saída é ler uma revista ou livro, navegar na Internet, brincar com as crianças, dar banho no cachorro ou sei lá... Domingo é o pior dia para assistir televisão, pois ficamos com o lixo televisivo acumulado da semana.

Mas o mau cheiro é exalado pela sala, quando se fala em educação, pois a programação da TV aberta está carente. Algo educativo pode ser encontrado para as crianças na TV a cabo, mas quem não tem dinheiro para adquirir a assinatura fica a deriva ou apela para “TV gato” ou “gato net”, como são conhecidas dentro das comunidades carentes.

Quando faremos a transformação do lixo cultural?

Quando deixarmos de assistir novelas que valorizam a infidelidade, a hipocrisia e a prostituição. Quando alguns programas de TV forem produzidos por pessoas competentes que apresentem programas culturais plausíveis. Quando crianças deixarem de ser erotizadas por propagandas de forte apelo sexual, enfim, quando muitas pessoas fugirem do conformismo e deixarem de ser contaminadas pelo lixo transmitido por várias emissoras.

É mais fácil trazer programas de TV pré-fabricados da europa e américa do norte, culturas importadas. Não venha me falar em patriotismo. O que temos hoje? Brasileiros que já se naturalizam americanos, espanhóis e etc.

Muitos brasileiros parecem pinto no lixo quando contemplam novas idéias americanas e européias nos meios de comunicação, as pessoas compram qualquer barulho para não sair da moda, ou pelos menos, para permanecerem nelas.

Vejam a imagem acima, se todo monte de lixo fosse transformado em arte, como seria o Brasil? O que você espera para o futuro do Brasil?

Este camarada aqui: Ariano Suassuna vai muito além... da minha indignação.

29.7.09

tenho um novo amor


sempre gostei de inventar amores, talvez pra fugir da realidade de algumas dores.
não que as negue. apenas as deixo esquecidas num canto pra brincar de estar feliz.
algumas vezes finjo brincar de era uma vez, só pra omitir pra mim mesma o que realmente é, como se com isso eu pudesse impedir um amor de crescer.
só para não vê-lo morrer.
meu coração não sobrevive às dunas e desertos, por isso, o encho de amores e flores e de cheiros cítricos e também de riachos doces e limpos.
meu novo amor inventado me acorda ao meio dia com hálito de poesia,me beija a boca com sabor de maresia, vai pra boemia só depois que adormeço, mas retorna todo dia, todo dia, todo dia...
me prepara um café, me faz um cafuné e depois que me ama diz que eu sou a melhor mulher.
só o que me atormenta, é que as vezes acho que ele também me inventa quando diz que eu sou seu veneno, seu vício e sua cura...

tem dias que sinto medo, quando a minha lucidez desvenda a própria loucura.

(sheyladecastilhoº

Ingratos - Flá Perez

Abandonou Medéia,
o Jasão,
mas ela deu um jeito,
dele não precisar
pagar pensão.

Deixou Ariadne na praia,
o imbecil do Teseu.
Bem-feito:
depois Fedra
o fodeu.

Bom destino
do cafajeste antigamente
os deuses não faziam vingar
suas sementes.

28.7.09

Banhos de Maria















A paisagem urbana ainda era tímida nos arredores de Vigia. Seus casarões antigos no melhor estilo colonial que outrora foram sedes de grandes fazendas dos senhores do engenho contrastavam com pequenas construções irregulares que propagavam de forma desordenada desde o centro da cidade. Suas ruas eram pavimentadas por paralelepípedos e o mercado exibia uma certa apatia pelo progresso.
Era justamente isso que incomodava Maria. Acostumada a viver nos grandes centros, viu-se privada de tudo que a excitava: a lotação do trem, a violência das esquinas, assédios contra sua moral, atentados ao pudor, estupros, assassinatos, baladas noturnas, álcool e amantes. Nada disso encontraria na pacata cidade para onde seu marido, gerente de um pequeno banco, fora transferido.
De sorte que certo dia, sozinha, durante o banho matinal, notara, do vitrô aberto, uma construção que se erguia e nela seus poucos operários. Nesse instante, sentiu um forte espasmo na vagina, uma excitação lancinante tomou conta de seu corpo. E, debaixo da ducha fria, começou a se masturbar. Imaginava-se sendo vista, assediada e violentada por aqueles estranhos. Uma fantasia nova brotara em seu seio. Um prazer que seu marido jamais a proporcionaria. Um prazer solitário, destilado de sua agonia.
E foi dentro da concepção de exílio daquilo que sempre vivera e que a consumia de desejos que fizera dela uma nova mulher. Passou a experimentar sensações diferentes e distantes de sua realidade. Percebeu que seu casamento, de vinte anos, era um imenso martírio. Que o tempo que escoava por suas mãos, sendo sua mocidade era sua escravidão. Que as noites vazias e mal dormidas eram a luxúria do seu dia.
Tomada por sua lascívia, passara a mentir ao marido e a entregar-se aos banhos solitários. Sabia, mais que ele, dar-se o prazer do sexo. E ali, despida dos pudores e a mercê das vistas alheias que o vitrô aberto permitia, valia-se de sua profusa alucinação a intentar o orgasmo derradeiro.
Do outro lado da pequena janela, a construção seguia seu fluxo. Os operários equilibrados nos andaimes começaram a notar os anseios sexuais da ávida mulher. Mutilados de afeição e mal afeitos à sua liberalidade, se excitavam com facilidade a ponto de sucumbirem ao mesmo desejo.
E como num ato lógico onde uma coisa leva à outra, os três homens induzidos pelo instinto animal conspiraram entre eles. Naquela tarde, enquanto a obra era abandonada, Maria os atendia à porta da casa. Surpreendida pela mira de sua própria petulância, tentou em vão empreender uma fuga. Encurralada pelos mecenas, gritou por seu marido que cedo não voltaria.
Sua reação ativou a ira dos brutamontes. E o que antes fora sua fantasia agora seria sua insônia. Estuprada, teve o rosto socado, a roupa rasgada, o nariz quebrado, as mãos atadas ao pé do sofá da sala. Trancada na própria casa com seus algozes, Maria era submetida a todo tipo de maus tratos.
Depois desse momento de sevícia, que temera por sua vida, Maria relaxou. Notou que apesar do susto, sentia-se feliz. Ainda nua e suja das secreções estranhas aproximou-se da janela a conferir a tranquilidade da rua. Longe, avistou seu marido que tratava com um dos seus carrascos. E ao notar seu sorriso, tão difícil de se perceber, é que compreendeu que aquilo tudo havia sido uma armação. Aliviada, chegou à conclusão de que ele era realmente o homem de sua vida.


(texto de Maria Glória)

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27.7.09

Ardo





Usei e abusei das cores,
escolhi nuances inusitadas
para compor meus alvores,

porque sangro sempre
em vermelho vivo,
[abortivo]

Os ardores.




Maria Júlia Pontes

26.7.09

Autópsia Psicológica





Havia um lugar em que eu queria estar agora, um ponto no fundo do quintal da casa em que eu cresci, um lugar aonde eu ia para chorar sem que me vissem (odeio que me vejam chorar) ou apenas para sentir o vento.

Lá ficava uma mangueira. Era mais nova que as outras árvores e na luta por sol havia se tornado a mais alta. Quase não tinha galhos laterais, era longilínea e sua copa se erguia acima de todas as outras. Só eu conseguia escalar aquela árvore, por isso a considerava minha. Era no alto dela que eu gostaria de estar. Escondida entre as folhas, esquecida do tempo. Infelizmente isso não seria possível já que a árvore foi cortada e no lugar da casa existe agora um prédio feio. Moro em outra cidade, outro tempo, outro corpo e não posso me esconder... Nem sempre.

Era de manhã quando ele ligou. Confesso que pensei em não atender. Sabia quem era e achava que sabia a razão do chamado. Estava errada, não sabia.

“Alô. É você? Tem alguma idéia de que horas são?”

“Cala a boca e escuta.”

Levei um susto enorme com o tom de urgência na voz. Um choque que me fez obedecer e suspender as reclamações.

“Presta atenção, meu amor. Eu decidi ir embora.”

“Como assim?”

“Fica calada e me escuta. Não é você... não tem nada errado com você OK... Não admito que pense assim depois... não esquece... EU DECIDI.”

“Você não tá falando sério.”

“Presta atenção! EU QUERO IR EMBORA E NINGUÉM TEM NADA COM ISSO!”Ele oscilava entre o sussurro e um tom próximo do grito. “Mandei um bilhete pro resto da família... mas com você eu queria falar... queria te ouvir antes...”

“Pára com isso! Onde você tá? Eu vou te buscar...”

Podia ouvir o vento em meio a um silêncio absurdo, tudo parado como se nada mais importasse além da voz dele no telefone. Depois de uma longa pausa, ele suspirou.

“Eu sei que viria, mas não dessa vez... Obrigada, anjo... eu quero ir embora.”

“Por favor, só me diz onde diabos você está e fica falando comigo, não desliga!”, eu disse pegando as chaves do carro e correndo para a garagem. O silêncio dele me assustando cada vez mais. “Fala comigo!”

“Só queria que soubesse... Não é sua culpa... um beijo, anjo.”

Fiquei algum tempo olhando para a chave inútil. A chuva começou naquela hora.

Chove enquanto eu fico aqui cercada por cartas, bilhetes, fotos e livros que explicam o que eu já sabia. Desisto de ler.

Assisto a cidade afundar numa tarde aquosa. Penso vagamente em andar na tempestade. Olho da janela minha rua transformada num rio pardacento e desisto disso, também.

Minhas idéias giram, rodopiam sem parar, os pensamentos embaraçam seus longos tentáculos e acabo por não pensar coerentemente. O céu ali, à esquerda do poente, abriu-se num magnífico azul que se expande. Sobre as árvores da praça surge um arco-íris e eu me escondo nele. Vento e chuva entram pela janela aberta. E se eu fechar os olhos posso ver a árvore morta dos meus devaneios.



* Tela: Miranda, The Tempest de John Williams

25.7.09

Íntima Chuva



Na intimidade da chuva
rezei sorrisos de beija-flor
e o luar, em pura gula,
bebeu todo o púrpura
que o crepúsculo inventou
para disfarçar os diamantes
de Lucy no ar.


Chove torto no jardim e
O silêncio líquido mergulha,
Impudico, em meu corpo
Estendido na grama e já não
Mais preciso de um fim...



Patrícia Gomes
Imagem: Gangster Love

24.7.09

Lembranças de outono

Antes os sonhos
Derramavam buscas
Em cornucópias de flores
Novos dias desbotaram
Manhãs que deslizaram sombras
Amanhã quiçá o tempo
Retumbe acalantos
E o dedilhar das fantasias
Sopradas pelo mar
Verso tinto

[imagem: Autor desconhecido]

noite fria à beira-mar,
uma copa e uma cabana
quente pra declamar:

versos livres e soltos
assim como meus cabelos
encaracolados em teu corpo

coberto com seda vermelha,
que induz um toque baterista,
que não pára nem a peia
até se tornar tão intimista

e arrancar um beijo
do meu tinto anseio,
beber um gole de mim
pra descobrir meu segredo

Autora:Lena Casas Novas

23.7.09

Antropofágica

(Foto Rafael Iturrioz)


Meus poros
e pólos procriam
salivares assombros...

Nas mãos
arqueadas de sonhos
contenho fragmentados
desejos cardinais.

Sou má na medida
daquilo que já
não me cabe.

Sim, pois transbordo,
e cuspo no prato

dou costas
e a cara a tapas

abuso, eu deito e rolo
roendo da carne aos ossos
os meus

avatares imortais.


Agatha R.

22.7.09

Especiaria - Flá Perez

A espera submarina
do peixe-dos-terremotos,
ela sonha seus versos toscos:

alegorias escondidas
em margaridas sulferinas
e antigos signos mortos.

Lá no fundo do barco,
nos porões do que foi,
estão seus olhos de ontem.

Esses velhos marinheiros
repetem o fog sob os cílios.

Incrustados,
não reconhecem cenário,
pátria, ilha ou parada,
nem quando veem os filhos.

Com lentidão de sereia,
a mulher que desveste o espelho
à boca soma acalantos.

E guarda que nela se afoguem
outros lábios vermelhos,
inchados

de tanto prazer e pranto.


Poema premiado com o primeiro lugar no
XII Prêmio Cidadão Poesia - Categoria Livre

rendição em loucas pobres rimas

beijo o riso que brota no canto dos teus lábios

sorvendo palavras que lhe bailam na lingua

me deleito no silêncio que pronuncia entre versos

e tua respiração ora pulsa, ora vibra...

a poesia cintila equilibrada no teu olhar

e o indecifrável que parte deles bem ali a se revelar.

apalpo teus verbos. todos sem excessão.
.
te observo além do sexo dos teus dedos da tua mão

com meu rosto, roço na barba que fere de prazer...
.
como um poema que não me canso de reler,

por tesão me rendo e me entrego ao amor

pois muito antes de supor teu cheiro

eu já sentia falta do seu sabor.




(sheyladecastilhoº

20.7.09

Outra


Outra
pudera eu,
observar
o mundo
confortável
sobre
seu
membro!

quisera você,
ignorar
o mundo
confortável
sobre
meu
tempo!

Até falhar...
Até morrer.

Concreto amor marginal





e nos meus olhos de jabuticaba que não está madura
você embrenhou-se na verdura,
e nas curvas sinuosas à direita do meu corpo
você me amou... (um amor de esquerda),

politicamente incorretos,
nem chão, nem pão, nem teto,
apenas a Marginal, o frio, o rio,
amamos-nos cercados do concreto desejo marginal,

e agora não sei se rio
e você não sabe se há mar,
não sabemos da ponta do fio das horas
nem do aparato pra língua afiar.
(fui embora).


Maria Júlia Pontes

19.7.09

imprimatur



.

incêndio e promessas tingem o dia
minha fé cresta dúvidas em fileiras coloridas
acredito e temo seus termos
ouço pássaros em revoada
vejo as nuvens
com o canto dos meus olhos perdidos
elas tatuam filigranas
esbraseadas e distraídas

eu te busco
sempre que o medo se aproxima.
te cato nas ruas, nas luas, na camas,
meu pensamento te inventa
intenta tua voz
noite e dia

pensar é meu escudo
teu olhar, teu sorriso,tuas palavras
salvaguardam esse medo nas sombras
tecem as malhas
fecham caixas tarjadas
impedem o salto da beirada

.

18.7.09

O homem perfeito

Olá, querida leitora romântica, hoje pretendo falar do homem perfeito, quebrar o mito que ele não existe.

Primeiramente, o homem perfeito não é perfeito o tempo todo. Sim, leitora,ele vai ser grosso com você, virar para o lado e dormir depois de terem feito sexo, ser sarcástico e incompreensivo com algum assunto delicado e sério, falar justamente o que você não queria ouvir em alguns momentos, esquecer de coisas importantes; a lista está ficando grande, e você, leitora, sabe que é ainda maior. Mas, como eu ia dizendo, o homem perfeito faz tudo isso, não nego, mas às vezes. E lembre-se, leitora, como esperar compreensão de alguém que você é incapaz de compreender? É isso mesmo, leitora, você também não é perfeita o tempo todo. A última pessoa perfeita o tempo todo de quem se tem notícia no mundo morreu há mais de dois mil anos.

Ah, mas o homem perfeito é perfeito justamente por reconhecer esses momentos de imperfeição e se desculpar ou perdoar. E se ele é perfeito justamente por isso também há de ser por prover momentos mais que perfeitos; como quando você vai dormir sozinha mas ele te liga para dizer boa noite porque está com saudades da sua voz, ou então quando no seu trabalho vem um maço de flores só para você falar para todos os seus colegas que não é nenhum dia em especial — como se todo dia não fosse especial —ou então chega tarde da noite e te acorda só para te dar um beijo, ou se não te acorda, no dia seguinte tem um belo café da manhã com uma flor te esperando.

Eu sei que a leitora conhece inúmeros livros e inúmeras autoras que gritam aos quatro ventos a inexistência do homem perfeito, mas a leitora esqueceu-se de perguntar a elas qual a definição de homem perfeito que elas tem. O homem perfeito é um perfeito ser humano, que também tem sentimentos, é sujeito a erros e falhas, e tem dias ruins. O homem perfeito é quase um príncipe encantado dos contos de fada, mas em geral eles não tem um cavalo branco. É muito melhor que isso. Ele divide seus sonhos com você, e você os seus com ele.

Ah, leitora, você está falando ainda que não existe? Mas então por que você não para de procurar? Sim, leitora, a verdade é que por mais que você negue a existência do homem perfeito se recusa a continuar com algum imperfeito. Admita, você quer aquele home que te deixa com vertigens quando sem se fazer notar te abraça enquanto você está a fazer qualquer coisa na cozinha. Você diz que não sente falta, jura que não precisa, que é autossuficiente, mas na sexta feira a noite quando todas as suas amigas estão ocupadas para sair você está na frente da TV com uma panela de brigadeiro na mão e vendo filmes sem prestar atenção porque imagina a companhia de um alguém especial.

Nós mulheres somos condicioadas a acreditar no príncipe encantado. Desde crianças vemos Cinderela, Rapunzel, Branca de Neve, até a Barbie tem o Ken, e nenhuma delas tem o “viverão felizes para sempre” sem o grande amor da vida delas. Mesmo o Shreck! GENTE ATÉ O SHRECK TEM O GRANDE AMOR DA VIDA DELA PARA VIVER FELIZ PARA SEMPRE! E depois disso falam que nós somos as iludidas, que inventamos, fantasiamos. Fomos programadas para isso! E não é nossa culpa se a mãe daquele traste foi uma trabalhadora que passava os dias e noites fora para alimentar aquele desgraçadinho (porque homem assim é canalha desde pequeno)e o ingrato não deu valor e resolveu descontar todo o seu complexo de édipo nas mulheres de todo o mundo.
Para o homem perfeito você fica feliz até por bancar a escrava da cozinha e fazer aquela torta de frutas que ele adora. Já o outro é mais fácil fazer ele de torta para ver se endireita. Bem, leitora, esse artigo é mais um passo realista em busca do romantismo tanto desvalorizado.

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"



Há alguns dias venho pensando no que escrever para o meu dia de postar na Falópios.E, depois de muito pensar, resolvi escrever sobre a tal da bipolaridade. Aliás, não é um texto inédito, confesso, mas que acredito caber bem aqui. Enfim, me propus a reescrevê-lo e agora estou aqui, tentando descobrir por onde começo a desfiar, novamente, esse rosário.

Acho que o melhor meio é tentar deixar claro, ao menos tentar, do que se trata.

Até bem pouco tempo era conhecida como psicose maníaco-depressiva, a doença bipolar do humor é caracterizada por períodos de um quadro depressivo, geralmente de intensidade grave, que se alternam com períodos de quadros opostos à depressão, isto é, a pessoa apresenta-se eufórica, com muitas atividades, às vezes fazendo muitas compras ou efetuando gastos financeiros desnecessários e elevados, com sentimento de onipotência, quase sempre acompanhados de insônia e falando muito, mais que seu habitual. Esse quadro é conhecido como mania. Tanto o período de depressão quanto o da mania podem durar semanas, meses ou anos. Geralmente a pessoa com essa doença tem, durante a vida, alguns episódios de mania e outros de depressão. É importante ficar claro que mania, no sentido médico, é diferente de mania para o leigo, significando para estes hábitos que a pessoa sempre repete.

O mais chamativo da doença bipolar do humor são os episódios de mania que podem alternar-se, geralmente ao longo dos anos, com a depressão. Os episódios começam a manifestar-se em geral por volta dos 15 a 25 anos de idade, com muitos casos de mulheres podendo ter início entre os 45 e 50 anos.

A pessoa apresentando o quadro de mania mostra um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo, excessivamente eufórico e alegre, às vezes com períodos de irritação e explosões de raiva, contrastando com um período de normalidade, antes de a doença manifestar-se. Além disto, há uma auto-estima grandiosa (com a pessoa sentindo-se poderosa e capaz de tudo), com necessidade reduzida de dormir (a pessoa dorme pouco e sente-se descansada), apresentando-se muito falante, às vezes dizendo coisas incompreensíveis (pela rapidez com que fala), não se fixando a um mesmo assunto ou a uma mesma tarefa a ser feita.

Existem três outras formas através das quais a doença bipolar do humor pode se manifestar, além de episódios bem definidos de mania e depressão.

Uma primeira forma seria a hipomania, em que também ocorre estado de humor elevado e expansivo, eufórico, mas de forma mais suave. Um episódio hipomaníaco, ao contrário da mania, não é suficientemente grave para causar prejuízo no trabalho ou nas relações sociais, nem para exigir a hospitalização da pessoa.

Uma segunda forma de apresentação da doença bipolar do humor seria a ocorrência de episódios mistos, quando em um mesmo dia haveria a alternância entre depressão e mania. Em poucas horas a pessoa pode chorar, ficar triste, sentindo-se sem valor e sem esperança, e no momento seguinte estar eufórica, sentindo-se capaz de tudo, ou irritada, falante e agressiva.

A terceira forma da doença bipolar do humor seria aquela conhecida como transtorno ciclotímico, ou apenas ciclotimia, em que haveria uma alteração crônica e flutuante do humor, marcada por numerosos períodos com sintomas maníacos e numerosos períodos com sintomas depressivos, que se alternariam. Tais sintomas depressivos e maníacos não seriam suficientemente graves nem ocorreriam em quantidade suficiente para se ter certeza de se tratar de depressão e de mania, respectivamente. Seria, portanto, facilmente confundida com o jeito de ser da pessoa, marcada por instabilidade do humor.

Esta é a parte "técnica" do problema, vista por alguém que está fora, na maioria das vezes, do problema. Não é um fardo leve de se carregar, ao contrário. Falo agora por mim, como alguém que foi diagnosticada com esse transtorno. Há um sentimento de culpa quase sempre presente, pois não é algo agradável estar bem e de um segundo para outro sentir-se a pessoa mais vazia do mundo e sem nenhuma causa aparente e mesmo assim com todas possíveis. Ver os que estão ao seu lado sofrerem por não saberem lidar com o problema, ver a inutilidade das tentativas de disfarçar a situação. É horrível ter que ouvir de pessoas que não entendem que tudo depende da gente, que se não quisermos sentir essas coisas basta rezar, levantar, se sacudir. Alguma vez alguém já quis ficar doente pelo prazer de dizer que tem determinada doença? A sensação de se ser um estrangeiro em qualquer lugar é enorme, tanto que, muitas vezes, passamos a ser de nós mesmos.

Sentir-se como mais um estrangeiro num país de muitos, onde ninguém se entende é mais que comum, ainda mais quando se tenta por todos os meios falar algo e parece que jamais vai conseguir chegar a um idioma comum.

Mas há quem diga que há o lado bom, e realmente há alguns episódios em que tudo fica mais claro. Em momentos de mania, onde a insônia quase se faz crônica a produção aumenta, há sempre uma disposição maior pra efetuar pequenas tarefas, como escrever, mas é pior quando a depressão se instala e parece que fomos fatiados em dois e por mais que uma das bandas queira fazer algo a outra não se mexe.

Passar o resto da vida dependente de um remédio que ameniza e te estabiliza é como sentir que está como um pássaro que vive fora da gaiola, mas com uma corrente atada aos pés...

Segurança, confiança, felicidade são conceitos e termos que passam a ser fugazes, pois por mais que a razão (uma das bandas) prove que há e que esteja realmente ao seu lado, há sempre a outra banda revoltosa que não deixa acreditar.

Na verdade parece que somos rodeados por milhões de faces fantasmas que nos perturbam diariamente enlouquecendo-nos ainda mais com questões e conflitos para os quais nunca encontraremos respostas.

Conviver com um bipolar não é fácil, é uma tarefa enlouquecedora, admito, mas também posso dizer que é possível. Ainda mais quando há a vontade real e sincera de conhecer quem está ao seu lado, quando há amor e respeito pelas diferenças alheias.

Não sei se atingi o objetivo de escrever algo coerente sobre esse assunto que é muito doloroso, mas, aqui está um depoimento que é ao mesmo tempo um pedido de desculpas e a contestação de um fato, mas em momento algum se faz como desculpa para agir irresponsavelmente ou com o real intuito de magoar alguém.
Agradeço, de coração, a quem teve a paciência de ler esse texto tão extenso e denso!



Texto e imagem: Patrícia Gomes

Retrato de Leonardo Quintela

17.7.09

DA SÉRIE "VERDEJANTES"

Como profissional de marketing, eu me sinto envergonhada por algumas ações promocionais porcas e irresponsáveis de pequenas e grandes empresas. Uma das ações é a “panfletagem” na rua. Esta, definitivamente, está ultrapassada, e o retorno não é lá essas coisas. As empresas que a praticam não se dão conta que muitas pessoas que recebem, são mal educadas – não estão aptas a jogarem o papel na lixeira caso não tenham interesse na oferta.

Para as empresas que distribuem impressos dentro dos seus estabelecimentos, pelo menos, devem advertir ao receptor que mantenha a cidade limpa não jogando o impresso em vias públicas. Talvez a mensagem não tenha um efeito eminente, mas, não custa nada. Muitos impressos já não são feitos em papel reciclado, e, as pessoas ainda jogam nos bueiros... onde vamos parar?!

De boas intenções... você sabe...

Nós precisamos de atitudes sustentáveis.

Autor: Lena Casas Novas


Aqui também:

Desenvolvimento Sustentável

15.7.09

O AMOR FUTURO

Era enfim, um abraço merecido, mas os olhos que antes a viam como musa-diva, eram os mesmos olhos que não a refletiam... Apenas a atravessava...
Naquela noite e em tantas outras, em que tinha a necessidade e urgência de ter o sono velado, fazia um minuto de silêncio pela inércia daquele amor e por toda aquela imobilidade que deixava a alma muda, calada...
No não-espelho daqueles olhos, não restava mais a eternidade, que naquela noite era apenas a lembrança... Era a memória de um tempo, em que se saciavam apenas de graça e de delicadeza...
Resolveu partir submersa, mergulhada dentro do mesmo silêncio que se fez na chegada...
Não anunciou a partida, apenas se foi... tomando toda precaução para não olhar para traz, pois não queria deixar nada... Nem um olhar molhado, que pousado sobre o piano de cauda ficasse ali impresso, como se eternizando o que chegava ao seu fim...
Partiu...
A casa. Agora dentro do seu próprio corpo...
E a cada passo que dava, sem saber, se aproximava cada vez mais do amor-futuro.


(sheyladecastilhoº

Como fazer seu homem pedir "mais,mais!!!" - Flá Perez

Sobremesa de Nescau


Ingredientes:
- 2 pacotes de biscoito Maizena
- 1 lata de Nescau em pó (média)
- 1 lata de creme de leite
- 4 colheres de manteiga
- 3 ovos

Coloque a panela em uma frigideira com água(banho-maria).
Derreta a manteiga na panela, coloque o nescau. Misture bem, depois jogue os ovos( a parte de dentro deles, claro! tire-os da casca primeiro!). Mexa alguns minutos até cozinhar (mexa a mistura! se nessa hora o bumbum mexer também, certifique-se de pedir a seu homem que "ainda não, espera, senão eu queimo a comida!"). O ponto é algo entre pequenas borbulhinhas e segundos antes de começar a queimar. A esse método chamo de "olhômetro".
Retire do fogo e acrescente o creme de leite. Mas tente retirar o soro dele primeiro, se não conseguir, jogue assim mesmo, pois só vai ficar um pouco mais mole a calda. A cauda só fica mole se não fizer ginástica todo dia. Misture bem.
Coloque em uma forma uma camadas do creme feito ainda quente, outra de biscoito, alternando: calda,biscoito,calda,biscoito...até terminar com o creme por cima, nunca com a de biscoitos, senão fica ridículo.
Coloque na geladeira.
Dê a seu homem.
Depois que estiver geladinho,
dê o doce também.

E não se esqueça:
não adianta ser boa na cozinha
se não alimenta a cama.
Não adianta ser boa de chama
se ele não te ama.

Flá Blá Blá Perez

Semiconsciência


Por veios e trajetos, de soslaio,
Vertendo pelas frestas da agonia,
Do sangue caudaloso, do desmaio,
Da morte rasa e lenta, pra porfia.

Pequena chama até então cativa,
Aqui e ali, por culpa do descaso,
Incita já a fogueira e a reaviva,
Afasta a inanição, obra do acaso.

Miséria humana a estada nesse mundo,
Pois faz de nós tão sós na multidão,
Numa existência fútil, desvalida,

Em busca de um tão vão saber profundo,
Que não nos leva a nada e é ilusão,
Fingindo dar sentido pra essa vida.


Magmah

14.7.09

Sou Ela


















Se eu sou essa bela,
Devo isso a um osso,
Retirada de um moço,
Um órfão de costela.

Se eu sou esse mel,
É por um arquiteto,
Entre todos, o dileto,
Fez a terra e o céu.

Se eu sou a tentação,
É que uma criatura,
Roubou minha feiúra,
Pra habitar-me o coração.

Sou o que Deus quiser,
O que o homem procura,
E que o demônio emoldura,
Sou, simplesmente, mulher.

(Baronesa da Penna)



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Veja o regulamento:

12.7.09

Da ausência de malícia




Se de pranto ou mero encanto
Cosi palavras sobre tua pele
Em matizes crus e alterados
Uma flor - de- lis deixei tatuada,

Não te flageles por minha ousadia
Porquanto digo com exímia certeza:
Sei o teu valor, fé e sabedoria,
Nunca quis ruir tua fortaleza,

Se és pecador, estou condenada
À fogueira fria, ou então, uma espada
Que perfure os olhos que quiseram ver
O brilho dos teus num alvorecer.


Maria Júlia Pontes

Imagem: canhotorium.blogspot.com/

efígie




cansado de mundo
guerras e presságios
vem e conta sonhos
deixa essa efígie
que pressinto
nas tardes perdidas
em que divagas

ouço tua voz
vem do mar
num sussurro

não explico
só te escuto
num segundo

não discuto
miro teus olhos
incendiados de promessa
vazia e dolente
plantada no azulejo
dessas viagens viúvas

estranhas remessas
desejos e desvarios
que o vento sopra

beijo,teu cenho
de súbito, tristonho,
com temor, prevejo
com esse ato
que é hora de ir



(rosa cardoso)

Pão caseiro


Ingredientes



  • 1 copo de água

  • 1 kg de farinha de trigo

  • 1 copo de leite

  • 1 xícara de açúcar

  • 1 xícara de óleo

  • 3 ovos

  • 1 pitada de sal

  • 2 colheres de sopa de fermento para pão(50g)


Bata todos os ingredientes no liquidificador , despeje numa vazilha grande e coloque a farinha aos poucos, mexendo bem até ficar em ponto de uma massa mole, coloque numa assadeira bem grande untada com margarina pra crescer (tempo para crescer a massa: 1 hora)
Asse até dourar em forno médio, por aproximadamente 50 minutos.

* Fazer pão é uma terapia maravilhosa, experimentem. Beijos meninas e bom domingo.

11.7.09

Confusamente Percebida




Rendiam-se, ao peso da
Luz, todas as formas
Que, no auge do sol, viam
Sua face, recortada à
Contraluz, rasgando-se com
A beleza insuportável de
Uma aparição.
Qual anjo suave cantavam
Meias verdades que ouviam na
Velocidade das palavras, na
Incerta cor da íris e,
Desesperadamente lhe seguiam
O trilho dos dedos que, ainda
Quentes, marcavam a madeira
Da gasta mobília do tempo.
No reforço, a mim inconveniente,
De minha incomunicabilidade,
Doutrinaram-me com a poupança
Verbal e, dessa forma bruta,
Segui vivendo:
Uma idéia, meia palavra...
Mas ao sentir em mim
Todas as formas embebidas
De sol no passo angelical das
Horas vagas de intrigante luar
Sorria continuamente apenas
Para encadear algo de esplendor
Que ouvia na música ao longe,
Sem ao certo saber se eram as
Batidas do meu ou do seu coração,
Atordoadas, hipnóticas, que
Dançavam trôpegas no baile de
Uma nascente prolixidade amorosa
Que escorria levemente morna as
Encostas escarpadas da falsa
Incomunicabilidade que como
Máscara vesti...
Despudoradamente me despi de
Quaisquer contornos firmes
E para ti me fiz tela em branco
Para que o amor nasça em
Fortes cores, na harmonia da
Luz que molda e nos
Transforma...


Patrícia Gomes
Imagem: Yip-pee


Diamantes não compram flores

Cara leitora, se for uma romântica irrecuperável você provavelmente vai gostar de ler isto, mas se você por acaso for uma mulher de objetivos práticos na vida que sabe que é melhor um burro que te carregue que um cavalo que te derrube e que amor não põe comida na mesa, vire a página e vá para o próximo artigo.

Bem, leitora, presumo que você esteja cansada dessas reportagens hipócritas que nós, mulheres, temos que ser realistas, casar com um cara rico que nos sustente e todo esse blábláblá. A verdade é que nós não estamos satisfeitas, queremos amor, diamantes e flores. Mas tirando 0,1% de nós que consegue isso, o que fazer quando se tem que escolher?

Diamantes compram muita coisa, mas só as flores alcançam nosso coração. Conhece alguma romântica que não se derrete quando recebe rosas vermelhas? Hoje em dia muitas de nós se esquecem disso porque a cortesia e o cavalheirismo nem em fósseis restaram. Mas conte aí com a sua amiga, quantos homens te ligaram no dia seguinte depois de terem saído? E porque pagaram o jantar, quando pagam, se acham os maiores. Só se for os maiores cafajestes!

Pois bem, naquele filme Hitch eles poderiam ter aprendido muita coisa, a começar a não nos tratar como se fôssemos cachorros mortos de fome esperando ele comer a galinha para depois roermos o osso. Isso e uma ligação no dia seguinte perguntando se chegamos bem, ou nos dando bom dia seria muita coisa. Não queremos nada além de atenção. Diamantes são eternos e flores murcham... ;pois bem, eu bem que prefiro que ele se lembre que minhas flores murcharam e que ele pode comprar outras a diamantes que são eternos tanto quanto eles acham que é a atenção deles. Será que é tão penoso dar um “boa noite” antes de dormir? Ou será que nós não temos dias difíceis e somos umas eternas donzelas em perigo lutando contra o dragão-fogão?

É bom ter uma casa grande e confortável sem ter que se preocupar como mantê-la, não vou mentir para você, leitora. Mas essa sensação de coonforto passa no primeiro jantar que você prepara com todo o carinho para receber uma ligação dele avisando que vai ficar no trabalho até mais tarde para transar com a secretária. Mas ela também não ganha flores... Um homem desse só daria flores à mulher que pertubasse sua mente, não a que mais interessa socialmente, nem a de bundinha mais gostosa. E nem você nem a secretária dele foram capazes disso. Se você é a esposa ou a secretária, não se sinta uma qualquer, você é especial, mas esse insensível que não sabe a diferença entre um perfume e uma água de colônia realmente não te merece.
Enfim, leitora, espero ter trazido outros horizontes tão realistas quanto o das mulheres que se dizem práticas, mas, é claro, sem deixar de lado o romantismo.

10.7.09

Ô Gente Brava!



O Nordeste é logo ali, dá para ver o rosto brilhando daqui. A recepção é quente, arretada. O queixo rebola quando o sotaque se desprende: a língua parece que se enrosca entre os dentes e uma zoada é levada em banho-maria. Que Brasil cafuzo que desemboca no sul! Essa gente está sempre aperreada, faz jus a cada gota de suor que despenca. Quando mistura o sol a carne crua, todos saboreiam o melhor da sua cozinha. É uma tal de “peixeira”... que faz o povo arregalar bem os olhos com essa gente – Mas, se alguém se meter a besta achando que é apenas um preceito... é porque ainda não conhece a “mão-de-pilão” que está atrás da porta.

Lena Casas Novas -Maranhense